O que está a acontecer no mercado
Nos últimos 30 dias, a nota média nacional das clínicas dentárias em Portugal subiu de 44,6 para 46,3 pontos. A trajetória é positiva — mas a média esconde o que mais importa: entre os 20 distritos analisados, existe uma diferença de 60 pontos percentuais entre a região com maior concentração de clínicas no topo e a região com menor.
- Viseu lidera com 67 % das suas 30 clínicas em grau A ou B, e nota média de 3,8/5 — o valor mais alto do país.
- Portalegre fecha em último com apenas 7 % das suas 27 clínicas em A ou B, e nota média de 1,9/5.
- Faro e Lisboa seguem Viseu com 56 % e 55 % de A/B, respetivamente.
- Porto, o maior mercado do país com 555 clínicas, fica nos 41 % de A/B — abaixo de distritos com uma fração do seu volume.
- As ilhas mantêm posições medianas: Madeira com 39 % e Açores com 35 % de A/B, ambas acima dos piores distritos do continente.
- No total, 2.207 clínicas dentárias foram classificadas nos 20 distritos desta análise.
Porque é que isto pode aparecer nas escolhas dos clientes
A proporção de clínicas de topo num distrito define o nível de referência local. Em Viseu, com 67 % de A/B, a maioria das clínicas compete já no terço superior do ranking nacional. Em Portalegre, com apenas 7 %, o mesmo patamar é a exceção — e não a regra.
No topo do ranking nacional encontram-se Impress Porto (nota 80,8) e Instituto Areluna (80,6), ambas em Porto.
Paradoxalmente, o distrito do Porto fica nos 41 % de A/B, abaixo de Viseu e Faro. Num mercado com 555 clínicas, os melhores desempenhos individuais não chegam para elevar a proporção do distrito — o volume dilui o efeito.
Nos distritos do interior com menor percentagem de A/B, o risco competitivo é diferente: quando poucas clínicas locais atingem o topo nacional, pacientes com maior mobilidade tendem a procurar alternativas fora do distrito. A concentração de qualidade gera procura local — a sua ausência pode gerar fuga.
O que a empresa deve acompanhar
Com a média nacional a subir de 44,6 para 46,3 nos últimos 30 dias, os limiares de grau estão em ajustamento. Uma clínica com a mesma nota absoluta pode ter descido de grau sem que nada tenha mudado internamente — o ranking é relativo ao desempenho de todas as outras.
Os distritos com menor densidade de A/B — Portalegre (7 %), Castelo Branco (13 %) e Beja (14 %) — são mercados onde uma melhoria consistente pode ter impacto desproporcional. Subir de grau C para B nestes contextos é mais raro e, portanto, mais percetível para os pacientes locais.
A questão para os próximos meses: conseguirá Viseu manter a liderança à medida que a média nacional continua a subir? E os distritos da faixa intermédia — com notas entre 2,6 e 3,2 como Santarém, Coimbra e Vila Real — conseguirão fechar a distância para o topo, ou a clivagem vai aprofundar-se?
Os números desta análise são públicos e são calculados com o mesmo método para todas as empresas da região. Pode verificar os números da sua empresa no RankX.