O que está a acontecer no mercado

Nos últimos 30 dias, a pontuação média nacional das clínicas dentárias em Portugal recuou de 54,2 para 53,9 — uma descida de 0,3 pontos que confirma uma ligeira contração no setor. O mercado conta com 674 clínicas indexadas a nível nacional.

A liderança está concentrada no eixo litoral norte-sul. Seabra Clinic - Maia encabeça o ranking com 80,9 pontos, seguida de Atelier do Sorriso (Almancil) e Impress Porto, ambas com 80,5 pontos.

Os principais dados do período:

  • Viseu lidera regionalmente com 70% das clínicas em grau A ou B (30 negócios, pontuação média 3,9/5)
  • Faro segue com 57% em A/B (56 negócios), a segunda melhor região do país
  • Lisboa tem 54% em A/B, apesar de concentrar 261 clínicas indexadas
  • Portalegre regista apenas 11% em A/B (27 negócios) — a pior taxa nacional
  • Castelo Branco apresenta 13% em A/B, a segunda taxa mais baixa de todo o país

Porque é que isto pode aparecer nas escolhas dos clientes

A diferença entre Viseu (70% A/B) e Portalegre (11% A/B) é de 59 pontos percentuais — um fosso que os pacientes podem sentir na prática quando procuram clínicas de referência na sua região.

Nas regiões com maior concentração de clínicas bem posicionadas, como Viseu e Faro, os pacientes têm mais alternativas de qualidade dentro do mesmo mercado local. Em Portalegre e Castelo Branco, a escassez de clínicas no topo do ranking nacional pode traduzir-se numa perceção de menor oferta qualificada, independentemente da qualidade clínica real.

As subidas mais expressivas nos últimos 30 dias foram impulsionadas por avaliações ou atividade digital. Carla Pinho Dental Clinic (S. Cosme) subiu +16,1 pontos graças a um aumento de atividade, enquanto DALS - Medicina Dentária (Vila Real) ganhou +13,1 pontos com 13 novas avaliações registadas.

Do lado das descidas, x-Smile Portalegre perdeu 17,8 pontos nos últimos 30 dias, o maior recuo nacional, agravando a situação já frágil da região no índice.

O que a empresa deve acompanhar

Porto concentra 544 clínicas — mais de metade do total nacional — mas apenas 41% estão em grau A ou B. Esta combinação de volume elevado e posicionamento médio relativamente baixo significa que a competição interna é intensa e que uma clínica pode ganhar visibilidade nacional com um esforço de atividade sustentado.

Aveiro e Braga, com respetivamente 39% e 41% em A/B, ficam abaixo da média ponderada nacional e representam mercados onde ainda existe espaço para subir posições sem enfrentar uma concorrência tão densa como em Lisboa ou Porto.

A tendência de descida da pontuação média — de 54,2 para 53,9 nos últimos 30 dias — sugere que o mercado está a tornar-se progressivamente mais competitivo: à medida que mais clínicas investem em presença digital mensurável, manter a posição exige mais esforço do que antes. A questão para os próximos 30 dias é se as regiões do interior, nomeadamente Castelo Branco e Portalegre, conseguem inverter a tendência ou se o fosso em relação ao litoral continuará a alargar-se.

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