O que está a acontecer no mercado
O mercado nacional de clínicas estéticas conta com 647 estabelecimentos distribuídos por 18 distritos, com uma pontuação média de 49,5 nos últimos 30 dias — uma subida ligeira face aos 49,3 do período anterior.
A grande surpresa está em Aveiro: com apenas 8 clínicas, o distrito regista 63% de estabelecimentos nos graus A ou B, o valor mais alto do país. O contraste com Bragança — 0% de grau A/B e pontuação média de 1/5 — representa uma diferença de 2,9 pontos na escala de graus, a maior dispersão registada entre distritos portugueses.
Dados-chave nos últimos 30 dias:
- Aveiro lidera com 63% de grau A/B e pontuação média de 3,9/5 (8 clínicas)
- Faro e Lisboa seguem próximos, com 52% e 51% de grau A/B, respetivamente, numa amostra combinada de 131 estabelecimentos
- Porto, o maior mercado com 170 clínicas, fica nos 43% de grau A/B — acima da média nacional
- Braga, segundo maior mercado com 146 clínicas, tem apenas 30% de grau A/B — desempenho fraco para o volume de negócios existente
- Coimbra, Guarda, Açores e Bragança registam 0% de grau A/B
- A líder nacional é Geyza Cabrita Esteticista & Visagista (Albufeira), com pontuação de 78,9
Porque é que isto pode aparecer nas escolhas dos clientes
O volume de clínicas num distrito não garante qualidade competitiva. Braga é o exemplo mais claro: com 146 estabelecimentos, é o segundo maior mercado do país, mas apenas 30% estão nos graus A ou B. Isto significa que a maioria dos negócios em Braga compete nos graus C, D ou E — posições de fraca visibilidade a nível nacional.
Para os consumidores, esta dispersão tem uma consequência prática: em distritos onde a maioria dos estabelecimentos está abaixo do limiar de qualidade nacional, a procura tende a concentrar-se num número reduzido de operadores bem posicionados. As clínicas de grau A em Braga absorvem uma quota de procura desproporcionalmente elevada face ao seu número.
Em Aveiro, com 63% dos negócios nos graus A/B, a competição entre os melhores é mais intensa. Qualquer queda de posição tem consequências mais imediatas para a quota de mercado local.
O que a empresa deve acompanhar
Nos próximos 30 dias, o indicador mais relevante é a evolução da pontuação em Braga e Santarém. Braga tem 146 clínicas e pontuação média de 2,7/5; Santarém, com 32 estabelecimentos e 34% de grau A/B, apresenta uma discrepância entre a percentagem de negócios bem posicionados e a sua pontuação média de 2,6/5 — sinal de que os líderes regionais se distanciam rapidamente da maioria.
A subida nacional de 49,3 para 49,5 indica pressão competitiva crescente. À medida que a pontuação média sobe, os negócios que não acompanham o ritmo descem de grau mesmo sem piorar os seus números absolutos.
Distritos como Leiria, com 48% de grau A/B numa amostra de 29 clínicas, estão próximos do limiar que separa os mercados regionalmente fortes dos medianos. Uma variação de dois ou três negócios pode alterar o posicionamento do distrito no período seguinte.
A questão que ficará por responder nos próximos 30 dias: conseguirá Braga, com a sua dimensão de mercado, converter volume em qualidade competitiva?
Os números desta análise são públicos e são calculados com o mesmo método para todas as empresas da região. Pode verificar os números da sua empresa no RankX.