O que está a acontecer no mercado

Nos últimos 30 dias, a pontuação média nacional das 668 clínicas estéticas em Portugal recuou de 47,8 para 44,7 — uma queda de 3,1 pontos que atingiu a maioria das 18 regiões analisadas.

  • Aveiro lidera com pontuação média de 4,3/5 e 71% das clínicas em grau A ou B
  • Lisboa e Faro posicionam-se a seguir, com 53% e 54% de negócios A/B respetivamente
  • Porto, o maior mercado nacional com 176 clínicas, tem apenas 40% em grau A ou B
  • Braga, com 150 negócios, regista apenas 33% de clínicas em posição A ou B
  • Coimbra, Bragança, Guarda e Açores somam 0% de clínicas em grau A ou B
  • A diferença entre a região mais forte e a mais fraca atinge 3,3 pontos na escala de grau

Porque é que isto pode aparecer nas escolhas dos clientes

O dado mais surpreendente é a liderança de Aveiro num mercado de apenas 7 clínicas. Cinco dessas clínicas estão no topo da classificação nacional — uma concentração que não existe em nenhuma outra região de dimensão comparável. Para um cliente em Aveiro, a probabilidade de encontrar um negócio de referência nacional é muito superior à média.

Em contraste, Porto e Braga concentram 326 negócios — quase metade do total nacional — mas com resultados que ficam claramente abaixo do que a dimensão destes mercados poderia sugerir. Em mercados saturados, a dispersão de qualidade aumenta: os negócios mais fracos tornam-se mais visíveis e os melhores têm de trabalhar mais para se diferenciar.

A queda de 3,1 pontos nos últimos 30 dias sugere que a pressão competitiva está a crescer. Regiões como Santarém (26% A/B) e Vila Real (9% A/B) são mercados onde a maioria das clínicas opera abaixo da mediana nacional — uma posição vulnerável quando os clientes comparam opções online.

O que a empresa deve acompanhar

A evolução nos próximos 30 dias vai revelar se a queda é uma correção pontual ou o início de uma tendência mais prolongada. Dois sinais merecem atenção particular.

Lisboa e Faro mantêm posições relativamente fortes num contexto de descida geral. Se estas regiões resistirem enquanto Porto e Braga continuam a ceder terreno, o fosso regional vai aprofundar-se e tornar-se estruturalmente mais difícil de recuperar.

Mercados pequenos como Aveiro são também os mais voláteis. Com apenas sete clínicas, a entrada de um único negócio novo pode alterar a média regional de forma significativa. O caso de Salão Low Cost, em Porto, com pontuação de 75,8 e grau A numa região de média mais baixa, mostra que é possível manter uma posição de topo independentemente do contexto regional — mas exige consistência nos indicadores públicos que sustentam a classificação.

A questão para os próximos 30 dias é esta: vai Porto, com o maior número de clínicas do país, começar a recuperar posição relativa — ou o fosso face a Aveiro vai continuar a alargar-se?

Os números desta análise são públicos e são calculados com o mesmo método para todas as empresas da região. Pode verificar os números da sua empresa no RankX.