O que está a acontecer no mercado
Nos últimos 30 dias, o mercado nacional de clínicas estéticas revelou um padrão contraintuitivo: as regiões com mais estabelecimentos não são necessariamente as mais bem posicionadas. A diferença entre a região mais forte e a mais fraca chega a 2,2 pontos na escala de classificação nacional.
- Aveiro lidera entre os mercados com volume representativo: 63% das suas clínicas estéticas estão no grupo A/B, com pontuação média de 3,9/5
- Faro segue com 52% de A/B em 60 estabelecimentos, e Lisboa com 44% em 72 clínicas
- Porto, o maior mercado do país com 176 clínicas, regista apenas 39% no grupo A/B e pontuação média de 3/5
- Braga, com 151 clínicas, apresenta 30% de A/B — o pior rácio entre os mercados de grande dimensão
- Vila Real tem 12 clínicas e 0% no grupo A/B, com pontuação média de 1,8/5
- A pontuação média nacional desceu de 59,5 para 59 nos últimos 30 dias
Porque é que isto pode aparecer nas escolhas dos clientes
A distribuição geográfica da qualidade tem consequências diretas na visibilidade comparada. Em regiões com poucos estabelecimentos de topo, os clientes têm menos referências de qualidade verificada — o que pode aumentar a indecisão e favorecer a procura noutros mercados.
Porto e Braga formam juntas o maior polo de clínicas estéticas do país, com 327 estabelecimentos combinados. No entanto, os seus índices de posicionamento ficam abaixo dos de Faro e Aveiro, regiões com fração muito menor do mercado. Escala não garante qualidade de posição.
Centro de Estética Luzia Angelo e Vital Estética e Saúde, ambas com pontuações acima de 77, são exemplos de como é possível manter liderança nacional mesmo em mercados de alta densidade como a região de Lisboa. A posição relativa depende mais de consistência do que de contexto geográfico.
Em regiões como Coimbra, Madeira e Vila Real, onde 0% das clínicas atingiu o grupo A/B, a ausência de líderes claros reduz a capacidade do mercado local de reter procura e criar referências de confiança.
O que a empresa deve acompanhar
A queda de 59,5 para 59 na pontuação média nacional, registada nos últimos 30 dias, é discreta mas pode refletir uma compressão nos mercados mais competitivos. À medida que mais clínicas entram no índice, manter a posição relativa exige um esforço crescente.
As regiões com 0% de A/B — incluindo Vila Real, Coimbra, Madeira e Guarda — representam uma oportunidade real para qualquer estabelecimento que consiga posicionar-se de forma consistente acima da média nacional. Em mercados sem líderes estabelecidos, a janela para ganhar visibilidade é mais larga.
A questão que define os próximos meses: Porto e Braga, com 327 clínicas combinadas, vão começar a converter volume em posicionamento de topo — ou a vantagem de Aveiro e Faro vai continuar a alargar-se?
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